16 agosto 2015

Revolução verde



A revolução verde foi um conjunto de ações utilizadas por muitos países para combater a fome a partir da década de 60. Porém, além de não combater a fome, a Revolução Verde trouxe um outro problema que se mantém até os dias de hoje: os agrotóxicos.
Confira um pouco sobre o que foi a Revolução Verde neste texto retirado do site http://www.coladaweb.com/geografia/revolucao-verde

"O conjunto de mudanças no segmento agropecuário implantado nos países subdesenvolvidos para solucionar o problema da fome no mundo ficou conhecido como Revolução Verde. Esse novo modelo de desenvolvimento agrícola é fundamentado na aplicação da biotecnologia para produção de sementes melhoradas, mecanização do campo, uso de insumos químicos, como fertilizantes, defensivos, agrotóxicos, adubos e outros implementos agrícolas, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos no mundo.
A partir do fim da década de 1940, o setor agrário dos países desenvolvidos começava a passar por um significativo processo de modernização. As práticas agrícolas ganhavam outras perspectivas com o uso de novas tecnologias, como variedades de plantas geneticamente modificadas, maquinários e diversos insumos químicos.
A implantação dessas mudanças no desenvolvimento agrícola e na estrutura fundiária dos países subdesenvolvidos foi incentivada pelos Estados Unidos e pela ONU. Naquele momento, o mundo se encontrava em plena Guerra Fria e, por isso, o intuito dos norte-americanos era impedir que surgissem movimentos socialistas nesses países, devido à fome enfrentada pela população.
Com a Revolução Verde, as indústrias multinacionais detentoras de patentes de insumos agropecuários passaram a exportar diversas tecnologias (incluindo capacitações de professores e técnicos) necessárias ao cultivo de alimentos. Os governos desses países também incentivaram o processo de modernização das práticas agrícolas concedendo financiamentos bancários para médios e grandes produtores rurais e promovendo pesquisas e propagandas.
No entanto, a ideia era adotar o mesmo modelo de cultivo em todas as localidades onde a Revolução Verde foi implantada, sem levar em conta fatores decisivos para isso como, por exemplo, os recursos naturais de cada região e as possibilidades e necessidades dos agricultores. Dessa forma, o novo padrão levou ao crescimento da produção de alimentos somente nas grandes propriedades que apresentavam condições ideais para inserção do processo de modernização, como clima favorável e relevo plano.
Essas modificações trazidas com a Revolução Verde provocaram sérios impactos ambientais irreversíveis. O sistema de cultivo mais usado pelos países que aderiram ao processo foi amonocultura, o que fez com que as terras antes ocupadas por culturas de subsistência fossem transformadas em grandes lavouras de uma única variedade. As monoculturas também ganharam as regiões ambientalmente preservadas, substituindo muitas florestas naturais por pastagens e plantações. Além disso, a intensa utilização de agrotóxicos e outros insumos químicos provocou a contaminação das águas e do solo, acentuando desequilíbrio ambiental de muitas regiões.
A Revolução Verde também agravou o processo de concentração de terras nos países em desenvolvimento, como ocorreu com o Brasil. Devido às intempéries do clima e inadaptação das cultivares às condições naturais da região, muitos produtores rurais não conseguiram alcançar as margens de produtividade esperadas e acabaram se endividando, tendo sido obrigados até a vender suas propriedades. Os países que não realizaram reforma agrária e os produtores não possuíam propriedades familiares tiveram grandes aumentos nos índices de pobreza e êxodo rural, por causa da mecanização da mão de obra.
Embora tenha causado um significativo aumento da produção de alimentos a nível mundial, a Revolução Verde não foi suficiente para exterminar a fome. Grande parte dos produtos cultivados nos países em desenvolvimento, sobretudo cereais, foi destinada ao abastecimento do mercado consumidor dos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão, Canadá e União Europeia. As práticas agrícolas de subsistência já existentes nesses países há milhares de anos deu lugar ao plantio de culturas que eram úteis apenas para o mercado mundial, e não para suprir as necessidades alimentares da população.
Referências bibliográficas
ALVES, Andressa, BOLIGIAN, Levon. Geografia – espaço e vivência. São Paulo: Atual, 2004.
MOREIRA, João Carlos, SENE, Eustáquio de. Geografia volume único. São Paulo: Scipione, 2009.
Por: Mayara Lopes Cardoso"

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